Em janeiro de 2011, a Universidade de Toronto registrou muitos casos
de abuso sexual em mulheres no Campus. Depois dos acontecimentos, um
policial orientou como medida de segurança que “mulheres evitassem se
vestirem como putas para não serem vítimas”. Depois disso, 3.000 pessoas
foram às ruas no Canadá protestar contra a culpabilização de mulheres
envolvidas em episódios de violência sexual. Assim, nasceu o movimento
internacional Slut Walk (em português Marcha das Vadias) que rapidamente
se espalhou por dezenas de cidades no mundo.
A breve descrição acima chama atenção para a primeira versão
brasileira da Marcha das Vadias que aconteceu em julho deste ano em São
Paulo. No Brasil, assim como no âmbito internacional, essa iniciativa
repetiu-se em várias cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília,
Belo Horizonte, dentre outras. Nas diversas versões destes protestos
contra a violência de gênero, o termo “vadia”, foi deslocado e (re)
apropriado de maneira criativa ao borrar os limites normativos que
constroem a figura da “mulher estuprável”. Ao saírem às ruas, mulheres e
homens ao invés de dizerem: “Cuidado para não ser estuprada”, disseram:
“Não estupre!”.

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