sexta-feira, 22 de junho de 2012

É o que querem..

querem-me submissa medrosa dependente
querem-me parideira esposa frágil
querem-me comportada vestida penteada
querem-me calada prisioneira alienada
querem-me santa escrava arrependida
querem-me mutilada acomodada incapaz
querem-me sã exata bendita
querem-me reprimida diurna licita
querem-me finita limitada ingênua
querem-me ao contrário do que sou
querem-me e não querem me deixar querer
querem-me morta
May Árvore de Azeitona


Gritos de guerra.. Marcha das Vadias SJC!!

                                        (Marcha das Vadias, em São José dos Campos-SP) 
 GRITOS DE GUERRA !

“Mexeu com uma, mexeu com todas!”

“Se cuida, se cuida, se cuida seu machista que o mundo inteiro vai ser todo feminista”

“Se o corpo é da mulher, se o corpo é da mulher. Ela dá pra quem quiser, ela dá pra quem quiser. Inclusive outra mulher, inclusive outra mulher”
  
“Eu amo homem, amo mulher. Tenho direito de amar quem eu quiser”

“Vem, vem, vem pra rua vem! Contra o machismo”

“Pra ir para rua, tem que ter peito, sou vadia de respeito”

“eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente com a roupa que escolhi, é, e poder me assegurar, que de burca ou de shortinho todos vão me respeitar”

“eu sou mulher, sou feminista. Vim pra acabar com seu conceito machista.
E eu sou homem não sou machista. Por igualdade eu também sou feminista”

“A nossa luta é todo dia! Somos mulheres e não mercadorias”

“não seja escrava dos padrões. Você é linda com ou sem peitões”

“Ô abre alas que as mulheres vão passar, com essa marcha muita coisa vai mudar. Nosso lugar não é no fogo ou no fogão. A nossa chama é o fogo da revolução!”

“Cadê o homem que engravidou? Porque o crime é da mulher que abortou?”

“Eu não sou miss, nem avião. Minha beleza não tem padrão”

“Se tem violência contra a mulher a gente mete a colher”

“Olê mulher rendeira. Olê mulher rendá. Sai do pé desse fogão. Vem prá rua, vem lutar.”

“No batuque do tambor (tum tum tum)
a revolta social (tum tum tum)
nós somos as mulheres (tum tum tum)
da marcha mundial!
Contra a pobreza e a opressão (tum tum tum)
do capitalismo patriarcal (tum tum tum)
nós vamos provocar
uma revolução mundial!
Eeeeeeeeeeeeeê mulheres
mulheres, libertárias
Eeeeeeeeeeeeeeê mulheeeeres
feministas, revolucionárias”

Marcha das vadias NO BRASIL !!

No Brasil, marchamos porque aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas por ano, e mesmo assim nossa sociedade acha graça quando um humorista faz piada sobre estupro, chegando ao cúmulo de dizer que homens que estupram mulheres feias não merecem cadeia, mas um abraço; marchamos porque nos colocam rebolativas e caladas como mero pano de fundo em programas de TV nas tardes de domingo e utilizam nossa imagem semi-nua para vender cerveja, vendendo a nós mesmas como mero objeto de prazer e consumo dos homens; marchamos porque vivemos em uma cultura patriarcal que aciona diversos dispositivos para reprimir a sexualidade da mulher, nos dividindo em “santas” e “putas”, e muitas mulheres que denunciam estupro são acusadas de terem procurado a violência pela forma como se comportam ou pela forma como estavam vestidas; marchamos porque a mesma sociedade que explora a publicização de nossos corpos voltada ao prazer masculino se escandaliza quando mostramos o seio em público para amamentar nossas filhas e filhos; marchamos porque durante séculos as mulheres negras escravizadas foram estupradas pelos senhores, porque hoje empregadas domésticas são estupradas pelos patrões e porque todas as mulheres, de todas as idades e classes sociais, sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica, psicológica, física ou sexual.
No mundo, marchamos porque desde muito novas somos ensinadas a sentir culpa e vergonha pela expressão de nossa sexualidade e a temer que homens invadam nossos corpos sem o nosso consentimento; marchamos porque muitas de nós somos responsabilizadas pela possibilidade de sermos estupradas, quando são os homens que deveriam ser ensinados a não estuprar; marchamos porque mulheres lésbicas de vários países sofrem o chamado “estupro corretivo” por parte de homens que se acham no direito de puni-las para corrigir o que consideram um desvio sexual; marchamos porque ontem um pai abusou sexualmente de uma filha, porque hoje um marido violentou a esposa e, nesse momento, várias mulheres e meninas estão tendo seus corpos invadidos por homens aos quais elas não deram permissão para fazê-lo, e todas choramos porque sentimos que não podemos fazer nada por nossas irmãs agredidas e mortas diariamente. Mas podemos.
Já fomos chamadas de vadias porque usamos roupas curtas, já fomos chamadas de vadias porque transamos antes do casamento, já fomos chamadas de vadias por simplesmente dizer “não” a um homem, já fomos chamadas de vadias porque levantamos o tom de voz em uma discussão, já fomos chamadas de vadias porque andamos sozinhas à noite e fomos estupradas, já fomos chamadas de vadias porque ficamos bêbadas e sofremos estupro enquanto estávamos inconscientes, por um ou vários homens ao mesmo tempo, já fomos chamadas de vadias quando torturadas e curradas durante a Ditadura Militar. Já fomos e somos diariamente chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES.
Mas, hoje, marchamos para dizer que não aceitaremos palavras e ações utilizadas para nos agredir enquanto mulheres. Se, na nossa sociedade machista, algumas são consideradas vadias, TODAS NÓS SOMOS VADIAS. E somos todas santas, e somos todas fortes, e somos todas livres! Somos livres de rótulos, de estereótipos e de qualquer tentativa de opressão masculina à nossa vida, à nossa sexualidade e aos nossos corpos. Estar no comando de nossa vida sexual não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, e por isso somos solidárias a todas as mulheres estupradas em qualquer circunstância, porque tiveram seus corpos invadidos, porque foram agredidas e humilhadas, tiveram sua dignidade destroçada e muitas vezes foram culpadas por isso. O direito a uma vida livre de violência é um dos direitos mais básicos de toda mulher, e é pela garantia desse direito fundamental que marchamos hoje e marcharemos até que todas sejamos livres.
Somos todas as mulheres do mundo! Mães, filhas, avós, mulheres da via, santas, vadias…todas merecemos respeito!

Marcha das Vadias !!

                                              
Em janeiro de 2011, a Universidade de Toronto registrou muitos casos de abuso sexual em mulheres no Campus. Depois dos acontecimentos, um policial orientou como medida de segurança que “mulheres evitassem se vestirem como putas para não serem vítimas”. Depois disso, 3.000 pessoas foram às ruas no Canadá protestar contra a culpabilização de mulheres envolvidas em episódios de violência sexual. Assim, nasceu o movimento internacional Slut Walk (em português Marcha das Vadias) que rapidamente se espalhou por dezenas de cidades no mundo.
A breve descrição acima chama atenção para a primeira versão brasileira da Marcha das Vadias que aconteceu em julho deste ano em São Paulo. No Brasil, assim como no âmbito internacional, essa iniciativa repetiu-se em várias cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, dentre outras. Nas diversas versões destes protestos contra a violência de gênero, o termo “vadia”, foi deslocado e (re) apropriado de maneira criativa ao borrar os limites normativos que constroem a figura da “mulher estuprável”. Ao saírem às ruas, mulheres e homens ao invés de dizerem: “Cuidado para não ser estuprada”, disseram: “Não estupre!”.

Todos nós temos um dom, mas estou descobrindo o que é o meu hoje.

                  
                              ( VOCÊ TEM UMA ARMA.. USE-A !! ) 
Muitos se questionam: “O que fazer para mudar ou acabar com a corrupção no Brasil?” (na verdade não só no Brasil, mas onde houver). Bem, em minha opinião o melhor caminho para que isso venha a acontecer, é da própria população se conscientizar sobre o problema que todos sabem que existe, e buscarem uma solução para isso, buscarem juntos. Pois um só não tem voz perante o governo e sua opressão (infelizmente). Eu acredito no poder das idéias, e acredito que se todos lutarmos por um único ideal, conseguiremos obter total sucesso e gratificação pessoal. É por isso que estamos aqui, é por isso que estamos com você. Todo ser humano tem uma mesma arma, basta saber usá-la.
Não se cale, não deixe que mais uma vez eles tirem de vocês o bom senso e o direito de falar, de discordar. Nós lutamos para romper esse silêncio, tirar o medo que invade a população e que a impede de seguir em frente para desfrutar de tudo que lhe é de direito.
Quando se luta por algo é super válido, mas quando se tem o apoio dos reais favorecidos, é surpreendentemente muito mais prazeroso de se continuar a fazer.
A Anonymous está aqui pra lutar por você, por mim, por toda uma nação que sofre em meio ao silêncio, lutaremos até o fim por um único objetivo.
Eu acredito que tudo aconteça por uma razão...
 Todos nós temos um dom, mas estou descobrindo o que é o meu hoje.