segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Malala. Um simbolo de Liberdade

 
No Paquistão, uma menina de apenas 11 anos enfrentou o grupo terrorista Talibã pelo simples direito de estudar. Malala virou um símbolo de liberdade. Mas, esta semana do dia 02/10/2012 , o sonho dela sofreu um duro golpe !
No Vale de Swat, norte do Paquistão, os rios e montanhas atraíam muitos turistas. Até que em 2007, o Talibã dominou toda a região. 
O grupo fundamentalista islâmico impôs a lei religiosa e a violência à toda a população. 
Punições públicas passaram a ser comuns em todas as cidades do Vale de Swat. Fuzilamentos em vias públicas e corpos deixados no meio de praças se tornaram parte do cenário cotidiano. Por causa da violência um quarto dos moradores do Vale, que já foram mais de um milhão e duzentos mil, fugiu, deixando para trás cidades fantasmas. O radicalismo religioso queimou bibliotecas, porque só os livros com ensinamentos islâmicos são aceitos pelo Talibã. Para as mulheres, a vida no local se tornou ainda pior. Elas não podiam estudar, um privilégio exclusivo dos homens. As escolas para garotas passaram a ser destruídas, foram mais de 200. Mesmo sob pressão, uma ainda resistia aberta. Graças, em parte, à coragem de uma menina, Malala Yousafzai, na época com 11 anos. 


Em 2009, ela começou a escrever um blog para a rede inglesa BBC, chamado meu Swat, contando sobre as condições de vida na área de conflito. 
O jornal americano The New York Times acompanhou a história da menina que sonhava em ser médica. 
O jornalista Adam Ellick passou seis meses no Paquistão, ao lado da família de Malala, exatamente na época em que o Talibã dominava a área onde ela morava. Ele acompanhou o fechamento das escolas para meninas e registrou tudo num documentário. 


Para ir à escola, Malala tinha que prestar atenção em cada rua do caminho. O uniforme escolar virou uma roupa proibida, pois denunciaria para onde a menina estava indo. 
"Em todo o mundo, as meninas vão à escola sem problemas. Mas aqui nós temos muito medo. Medo do talibã. Eles podem nos matar. Jogar ácido nos nossos rostos. Podem fazer qualquer coisa com a gente""Eles não podem acabar com os meus estudos. Eu vou seguir estudando seja na escola, na minha casa ou em qualquer outro lugar" contou Malala. 

Em janeiro de 2009, o Talibã fechou a escola. 
Em maio o governo do Paquistão mandou o exército para a área lutar contra o Talibã. 
A família de Malala teve que fugir da cidade, deixando tudo pra trás. 
Malala disse que muitas vezes sonhava que estava escondida e chamava a polícia para que eles salvassem o pai do Talibã. 
Depois de três meses, o governo retomou o controle da região e a família pode voltar, mas para onde? 
“Nunca vi nossa cidade assim, é uma cidade destruída, sem vida”, disse o pai de Malala. 
Na antiga casa, Malala reencontrou os cadernos da escola, os livros estavam à salvo. 
“Eles são preciosos”, disse ela. 

A guerra também destruiu a escola que Malala tanto defendeu. 
Em 2011, Malala recebeu do primeiro ministro do país o prêmio nacional da paz pela coragem em incentivar outras garotas a frequentarem a escola. 

----->Mas na terça-feira passada, o sonho de estudar sofreu mais um golpe. Um homem entrou no ônibus onde ela viajava com outras estudantes e deu dois tiros na menina. Um no pescoço e o outro na cabeça. Os tiros eram pra ela. O Talibã imediatamente assumiu a autoria do atentado. 

Malala foi levada para o hospital e ainda está em estado crítico. Agora ela luta para viver. 
Esta semana o Talibã fez novas ameaças dizendo que se Malala sobrevivesse iriam matar não só ela, mas toda a família. 

Acho que a maioria de nós imediatamente abandonaria o país, mas essa é uma família incrivelmente corajosa. Eu tenho certeza de que se ela sobreviver, vai continuar lutando para ter educação de qualquer maneira !!!

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